Amor de desespero
Estou postando este texto de um conhecido, por concordar com seu ponto de vista com relação ao conteúdo que aqui ele expressa:
Amor de desespero
Por Esdras Gregório
Análoga a conversão religiosa, sabemos que muitas escolhas no amor, não foram feitas no estado pleno dos apaixonados, mas são frutos de carências ou desespero de solidão. Alguns amores só foram possíveis por acontecer em um estado frágil de pessoas que por necessidade de companhia acreditaram encontrar o par perfeito e presos ficaram a ele pela dependência enganosa da paixão.
Assim é a religião, pega somente os fracos ou os fortes em seu estado de fraqueza. Nem um criminoso no auge de seu orgulho e convicção se converteu ate hoje a religião alguma, mas somente quando estava fudido e arregaçado encontrou inconsciente na igreja um outro sentido de vida que pudesse devolver de alguma forma seu status de poder perdido no crime. Neste caso ele só troca de ambiente de atuação.
Nem um artista feliz e boêmio se tornou gospel durante seu estado normal de carreira solida e premiada, mas somente quando o brilho desapareceu e ele sentiu o peso da inutilidade dos fracassados, que ele recorreu à religião. É assim, o cara dá o melhor de si para o “diabo” e depois de esbagaçado oferece o resto para “Deus”. É disso que a religião vive e se alimenta: do resto do “lixo”. Do pior estado emocional e psicológico do homem.
Isso por que a religião impera pelo medo, pela pressão, pela chantagem, pelo oportunismo. Esta mais do que na hora de criarmos uma nova mentalidade aonde o humano se achega ao divino pelo valor intrínseco da espiritualidade humana e não pelo império do medo causado na religião e por seu mercantilismo que vive da venda de remédio que não curam o homem de sua dependência e fraquezas psicológicas.
A religião não pode mais fazer isso com o homem, é melhor morrer fracassado, detonado, mas com orgulho, do que nos “últimos minutos” pedir perdão a “Deus” (religião) sendo que em vida plena e consciente se desprezou a religião. Nem Deus merece isso e nem o homem tamanha humilhação de sua dignidade de sofrer a conseqüência de suas próprias escolhas de ser autônomo e cooperador de seu próprio destino.
Esdras Gregório
Escrito em 27/12/10







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